Mitos de Medicação - Episódio 2|5

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Mitos de Medicação - Episódio 2|5

Olá, pessoal!

Sejam muito bem-vindos a minha série “Mitos de medicação”!

Você já deve ter lido nosso último episódio, certo?

Se não, aqui vai o link:
https://www.drpaulopereira.com.br/2019/06/27/mitos-de-medicacao-episodio-1-5/

Mas então vamos lá dar continuidade à série sobre os muitos mitos que giram em torno do uso de medicamentos, principalmente em relação aos conhecidos vulgarmente como “psiquiátricos”.

Hoje em dia, com os avanços tecnológicos mais recentes, temos tanta informação desencontrada, pessoas que dão os mais variados palpites sobre tudo em blogs, sites e mídias sociais, que faz com que fiquemos afogados num mar de informações desencontradas sem ter mais certeza de muita coisa…

Agora quando se trata de saúde pública, isso é muito mais temerário e urgente.

Mas não se preocupe: aqui você pode contar com anos de experiência na área de saúde mental e com material onde você pode confiar e tirar suas dúvidas.

Então vamos lá com o mito número dois …

Todos remédios psiquiátricos “viciam”?

Esse é outro mito profundamente difundido, apesar de não corresponder nem de longe à realidade.

Mas então por que se repete tanto isso?

Na verdade, existem classes variadas de medicações na saúde mental, e por isso você vê sendo feitas receitas de cores diferentes para os medicamentos “tarja preta”, de receita azul, ou os de receita amarela por exemplo, já que essas medicações precisam de um controle maior para serem dispensadas.

Principalmente os famigerados “tarja preta” em geral são feitos para serem utilizados por um curto espaço de tempo e depois devem ser alterados ou alternados por outras medicações que não causem tanta tolerância, ou seja, que não “vicie”.

Porém, na prática o que mais vemos são pacientes que não interrompem ou reajustem seu uso como o ideal, mas que passam na verdade a utilizar por muitos anos…

A consequência disso é passar com o tempo a necessitar cada vez doses maiores dessa medicação para ter o mesmo efeito.

E aí por causa desse mal uso tem-se o mito generalizado de que todas as medicações psiquiátricas seriam assim, ou que “todas viciam”, o que não é verdade – temos hoje uma quantidade muito grande dos que “não viciam” – levando-se então ao problema de que muitas pessoas têm um medo infundado em iniciar o tratamento.

Se isso tudo que falei agora fosse mais difundido, muitos pacientes não teriam procrastinado por tanto tempo o início do tratamento e hoje estariam muito mais saudáveis.

Outra questão comum em relação a isso é a de passar-se também a confundir esses efeitos colaterais da medicação com sintomas da doença.

E como não confundir isso?

É o que eu vou te mostrar no próximo episódio, o terceiro, desta nossa série – aguarde 🙂

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