TOC na Infância: Entenda tudo sobre o Transtorno Obsessivo Compulsivo em Crianças!

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TOC na Infância: Entenda tudo sobre o Transtorno Obsessivo Compulsivo em Crianças!

Você sabia que crianças podem desenvolver TOC? É isso mesmo, o transtorno obsessivo compulsivo pode ser muito comum entre os pequenos. Contudo, o TOC infantil pode ser amenizado com tratamentos adequados. Mas antes vale a pena rever algumas características que ajudarão pais e profissionais a identificarem os sinais e os traços manifestados pela criança.

O Transtorno obsessivo-compulsivo é a combinação de obsessões e compulsões que nada mais é do que a repetição de atos, rituais, atividades e pensamentos recorrentes e insistentes que se caracterizam por serem desagradáveis, repulsivos e contrários à índole do paciente.

O quadro clínico do transtorno obsessivo-compulsivo na infância ou na adolescência é bastante semelhante ao do adulto, contudo existem algumas características que diferem do infantil valendo a pena fazer um estudo em separado do assunto.

Inciando-se geralmente na infância crianças tentam ocultar seus sintomas, assim como os adultos. É diagnosticado através de um diálogo entre a criança e alguém em quem ela confie e assim não será difícil fazer o diagnóstico. O tratamento precoce minimiza muito o prejuízo causado pelo “TOC” (Transtorno Obsessivo-compulsivo) que prejudica principalmente na educação e na área de relacionamentos.

Este transtorno leva o indivíduo a realizar atos, rituais, pensamentos e atividades que não consegue evitar realizar e quando não realizados, o paciente passa por sintomas físicos tais como, palpitações, tremores, suor excessivo e uma aflição brutal achando que poderá acontecer algo de ruim para si ou para outras pessoas podendo levá-lo a um quadro de depressão.

Na infância o quadro clínico do transtorno é bem semelhante ao do adulto e assim como o adulto, as crianças tentam ocultar os sintomas. Além de prejudicar a educação e o relacionamento das amizades pode se tornar uma doença crônica e limitante.

Quando acontece?

Apesar de a maioria dos casos terem seu aparecimento no início da vida adulta, hoje já é sabido que pode ter início precoce. Neste caso, a idade de aparecimento mais comum é na adolescência, mas pode aparecer a partir dos seis anos. Sabe-se que o início é mais precoce em meninos, podendo aparecer entre seis e quinze anos, enquanto que para as meninas costuma aparecer em torno de onze anos. Estudos clínicos indicam que há uma continuidade dos sintomas na vida adulta. A prevalência na infância varia de 0,2 a 1,9%.

Quais os Sintomas do TOC em Crianças?

  • Qualquer ritual diário de higiene, repetitivo e exagerado.
    • Lavar as mãos
    • Escovar dentes
    • Tomar banho
  • Repetição de ações.
    • Escrever a mesma palavra ou texto.
    • Ler a mesma revista, jornal ou livro.
  • Checagens compulsivas.
    • Tarefa escolar.
    • Arrumação de brinquedos.
  • Contagem
    • Contar as lâminas de uma persiana várias vezes.
  • Simetria
    • Na arrumação de armários.
    • Na arrumação de brinquedos.

Como saber se seu filho tem ou pode ter TOC?

Da mesma forma que o adulto pode sentir vergonha destes pensamentos ou atos/compulsões, a criança também pode ter vergonha. A melhor maneira de detectar é a observação. Se seu filho apresentar, por exemplo:

  • Preocupações excessivas com fatos cotidianos, a ponto de interferir no seu funcionamento;
  • Verificações com torneiras, portas fechadas, repetidas vezes;
  • Preocupação exagerada com sua saúde ou de alguém próximo, sem que haja justificativa para isso, a ponto de mostrar sofrimento;
  • Organização excessiva com seus objetos, a ponto de comprometer seu horário de estudo ou mesmo lazer;
  • Atitudes ou rituais que tomem uma parte considerável de seu tempo, repercutindo na execução de tarefas ou pontualidade.

Converse com ele e procure ajuda especializada. Quanto mais precoce for detectado este transtorno, melhor sua evolução.

Como é o Tratamento do TOC em crianças?

O TOC é o transtorno que mais mexe com a taxa de serotonina, uma espécie de antidepressivo cerebral. Funciona assim: quanto mais baixo o nível de serotonina, maior a incidência de pensamentos negativos e obsessivos. Então, o primeiro passo é procurar um médico, já que o problema não melhora espontaneamente.
O tratamento é medicamentoso e psicoterápico. Remédios para controlar a taxa de serotonina e terapia para expor a criança ao objeto de obsessão ou a situações que antes ela achava catastrófica – o objetivo é que ela perca completamente o medo e bloqueie o ciclo de pensamentos ruins. Por isso, os pais não podem ter preconceito em dar remédio para os filhos.

No livro, uma mãe diz em seu depoimento que foi muito difícil a decisão de dar medicamentos psiquiátricos para o seu filho, mas, no fim, ela percebeu que era como se ele tomasse remédios para o coração, por exemplo. Ele teria que conviver com aquilo.

Tratar o TOC na infância abre uma possibilidade enorme de que na idade adulta, fase mais crítica, o transtorno fique em um grau mais leve. 

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